quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Diz Que É do Outro Mundo


No extraordinário e vasto mundo sexual, há quecas para todos os gostos.

Boas quecas, más quecas, quecas seguras, quecas simples, quecas rápidas, quecas elaboradas, quecas divertidas, quecas enervantes, quecas sem fim, quecas acima e abaixo das expectativas, enfim, uma plêiade de emoções e adjectivos que podemos associar à palavra e ao acto, mas que, não raras vezes, acabam por ficar aquém de tudo aquilo que sentimos ou deixámos de sentir.

E se uma queca, é uma queca, é uma queca, quecas do outro mundo são um pouco como os extraterrestres: muita gente fala delas mas, na realidade, nunca as viu.

E porquê? Será necessário um toque de magia, um sopro encantando, um serendipismo que nos leve à descoberta fortuita e inata?

Não, senhores.

Tudo o que vocês precisam para providenciar quecas do outro mundo é uma coisa muito simples. Têm de querer muito.

E querer muito com a pessoa com quem, de facto, querem muito.

E não falo aqui de sentimentos nobres.

Eu, por exemplo, tenho em carteira uns quatro ou cinco exemplares machos a quem dava o privilégio de comigo privar horizontalmente.

E apenas isso.

Mas a beleza do sexo é também essa.

Para podermos ter quecas do outro mundo basta que o nosso desenho físico se detenha no contorno de outro qualquer e, uma vez aí chegados, deixar as feromonas trabalhar quais formiguinhas a amealhar para o Inverno.

E perguntam vocês: «Oh Deusa-mor, princesa alien de outro mundo que não o nosso, e como é que podemos fazer isso?»

E eu respondo: basta seguirem estas indicações e, como sempre, tentarem em casa.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

E Deus criou o Trivial sem Corantes nem Aditivos.


Como todos os nomes decentes estavam tomados (obrigada a quem me surripiou o TPM, Flor de Lótus e Tampax), optei por este que não quer dizer rigorosamente nada.
Não é que esteja escrito em algum lado que os nomes têm que, obrigatoriamente, querer dizer alguma coisa.
Mas depois deste me ter vindo à memória, achei que, de facto, não poderia ter escolhido melhor.
Apenas o Trivial sem corantes nem aditivos dá para tudo.
É um chapelinho onde cabe tudo aquilo que não queres ou não sabes explicar.
Do género: «Vê lá tu que a gaja, saiu-me do carro, pegou numa bigorna e mandou com ela em cheio no Toyota Celica.
Que bicho lhe mordeu? Deixa lá, são cenas triviais de gaja...» ou então: «Estás com um buço que não se pode e umas sobrancelhas de fazer inveja a qualquer membro da familia Cunhal. Que se passa?» «Oh, apenas o trivial de gaja...»
Como vêm, dá para tudo.
E para todos.
E digo todos porque este blog não é censório.
É pró menino e prá menina.
Aceito tudo o que me quiserem dizer, desde que com piada e elegância.
O que não vale a pena é esperarem que se descubra aqui a solução para os grandes males do mundo (já basta o dilema que tenho em saber o que vou vestir todos os dias).
Antes discutir o sexo dos anjos que a retórica sempre me entusiasmou.
Também não me vou armar ao pingarelho e dizer que adoro Wittgenstein e que aos seis anos já lia Karl Marx (quando, de facto, só o descobri aos oito...), mas se o quiserem fazer estão à vontade.
Gosto de chavões e o meu favorito é o «estamos sempre a aprender».
Maneiras que é isto.
Apareçam.
Mi casa, su casa.